quinta-feira, 17 de maio de 2007

AS GUERRAS GRECO-PERSICAS

O heroísmo quase lendário dos gregos lhes permitiu vencer, em terra e no mar, contra o vaticínio de seus próprios deuses, a máquina militar persa, a mais poderosa dos impérios da época. Esse feito talvez tenha sido possível porque eles lutavam por sua liberdade.
As guerras greco-pérsicas, pela hegemonia do mar Egeu, também chamadas guerras médicas ou ainda medo-persas, prolongaram-se por quase meio século, de 492 a 449 a.C. O nome de guerras médicas é impreciso e se deve ao fato de medos e persas terem sido considerados pelos gregos como um mesmo povo. O confronto originou-se da expansão do império persa, que submetera as colônias gregas da costa jônica e ameaçava a península helênica depois da ocupação da Trácia oriental.
No ano 499 a.C., diferentes cidades jônicas, entre elas Mileto, com ajuda ateniense, rebelaram-se contra o rei persa Dario I o Grande. O conflito propagou-se pelo norte até o Bósforo e pelo sul até Chipre. Os persas reagiram e subjugaram diversas colônias, até que, no ano 494 a.C., Mileto foi arrasada e seus habitantes deportados para a Mesopotâmia.
Primeira guerra. Sufocada a insurreição, Dario quis castigar as cidades gregas que tinham apoiado os rebeldes. A primeira invasão persa, liderada por Mardônio, conquistou a Trácia e a Macedônia, mas foi interrompida depois que tempestades causaram graves danos à frota.
Uma segunda invasão, no ano 490, foi comandada por Datis, à frente de um exército de cinqüenta mil homens, e Artafernes, chefe de uma frota de 600 navios. O exército persa ocupou Naxos, depois as ilhas Cíclades e passou daí para a península helênica. Ao desembarcar em Maratona, sofreu uma fragorosa derrota para as forças do ateniense Milcíades, que contava com menos homens mas melhor organização. Dario ordenou a retirada, para preparar nova ofensiva, que não se realizou porque ele morreu em 486 a.C.
Segunda guerra. O projeto de invadir a Grécia foi retomado por Xerxes, filho de Dario, que formou nova expedição com cerca de 300.000 homens e mais de 700 navios. Pretendia-se uma conquista lenta e segura. Os persas construíram uma ponte de barcas para cruzar o estreito do Helesponto, entre a Frígia e a Trácia, e construíram um canal na península do monte Atos, para facilitar seu avanço. Xerxes empenhou-se também em instalar na Macedônia uma sólida retaguarda, destinada a abastecer as tropas que iam ao combate.
Depois de choque naval no cabo Artemísio, Leônidas, à frente de um pequeno grupo de espartanos, tentou heroicamente deter, em agosto de 480 a.C., o poderoso exército persa no desfiladeiro das Termópilas, na Tessália. Os defensores foram aniquilados e o invasor caiu sobre a Beócia e a Ática. Temístocles ordenou a evacuação de Atenas e Xerxes saqueou e incendiou a cidade. Os gregos conseguiram recuperar-se e, sob o comando do espartano Euribíades, derrotaram os persas na batalha naval de Salamina, em setembro do ano 480 a.C., com o que o mundo helênico se salvou do desastre.
Xerxes teve que se retirar para a Ásia e deixou as tropas sob as ordens de Mardônio, que passou o inverno acampado na Tessália. No ano seguinte os gregos, chefiados por Pausânias, venceram-no na planície de Platéia, e, pouco depois, a frota persa foi aniquilada em Micala, na costa jônica, perto da cidade de Mileto.
Liga de Delos e a paz. A campanha de Xerxes, que começara vitoriosamente, resultou num fracasso total, já que não só foram destruídos o exército e a frota persa como se perderam os territórios do império na península helênica. Mas os conflitos não terminaram aí: os persas não se deram por vencidos e se empenharam novamente na conquista da Grécia e as colônias jônicas aproveitaram a debilidade persa para deflagrar novas revoltas, com o permanente apoio ateniense. A situação levou as cidades gregas, com exceção de Esparta, a unir-se na chamada liga de Delos, fundada em 478 a.C. e liderada por Atenas. Todos os seus membros deviam pagar um tributo, que era depositado no templo de Apolo, edificado na própria ilha de Delos.
A liga de Delos alcançou um grande triunfo quando, no ano 468 a.C., a frota de Címon, filho de Melcíades, derrotou as tropas persas nas margens do rio Eurimedonte, no sul da Anatólia. O triunfo converteu Atenas na cidade hegemônica do mundo grego, posição vista com receio por sua rival Esparta, o que provocou novos conflitos entre as cidades helênicas. Na Pérsia ocorreu uma conspiração contra Xerxes e subiu ao trono Artaxerxes.
A trégua estabelecida entre Atenas e Esparta em 451 a.C. permitiu que os gregos arrebatassem Chipre aos persas, graças à atuação da frota comandada por Címon. Finalmente, enviou-se à corte persa em Susa, no ano 449 a.C., uma embaixada encabeçada por Calias, que conseguiu fazer a paz, pela qual ambos os lados se comprometiam a não ultrapassar os limites geográficos mútuos e a permitir a independência das cidades do mar Jônio.
Terminavam assim as guerras greco-pérsicas, ainda que não os conflitos entre a cultura ocidental e oriental, reativados pela invasão dos territórios asiáticos por Alexandre o Grande.

7 comentários:

Fernanda disse...

Oi, esse texto está me ajundo em um trabalho que tenho para fazer sobre as guerras greco-persas. Vlw!

Anônimo disse...

Obrigado !!
essa ´pesquisa ta me ajudando mto a fazer um trabalho da escola!!!

Anônimo disse...

vlw!!!!!!!!!!

me ajudaram muito ne um trabalho na escola !!!

greg¬¬´

Vanda disse...

Oi

Esse texto ta me ajudando em um trabalho de História.

Valeu msm

Vanda disse...

Oi

Esse texto ta me ajudando em um trabalho de História.

Valeu msm

Anônimo disse...

nao ajudou por que o meu e um dever e eu nao poss escreve tudo isso e podia ser resumido ou so falando o que foi.

Anônimo disse...

loucos!!!!!!!!!!!!!!!